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Pós-pandemia exigirá mais adaptações para deficientes visuais

Com necessidade de tocar em superfícies, cegos precisarão ter mais cuidado no cotidiano



Foto: divulgação / Fonte: Escola Primária Sint-Camillus


A atual pandemia do coronavírus provocou muitas mudanças no comportamento das pessoas e na forma como se lida com o ambiente em que se vive. Higienizar as mãos após tocar em superfícies, usar álcool em gel, retirar sapatos ao entrar em casa foram alguns costumes que viraram rotina durante a atualidade. Todavia, a pandemia oferece riscos dobrados e exigirá maiores adaptações para a população deficiente visual.


Os deficientes visuais precisam se orientar pelos outros sentidos, principalmente audição e tato. Ao utilizar o braille para ler, por exemplo, um deficiente visual precisa tocar em superfícies e, por conta disso, se coloca em risco de contrair o coronavírus, já que este se transmite pelo contato com mucosas (boca, nariz e olhos). 


“As pessoas com deficiência visual se tornam mais vulneráveis aos riscos, por fazerem uso do tato, pelo contato direto com as pessoas e por necessitarem tocar em pontos de apoio, tais como mesa, corrimão e outras superfícies”, afirmou a auxiliar de Inclusão do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM) São Paulo, Maria Angélica De Paula Couto. 

A professora ainda acrescenta que os deficientes visuais possuem dificuldades em saber se estão dentro das medidas de distanciamento social consideradas seguras, além de precisarem se preocupar com correta higienização das bengalas de orientação, que encostam em diversas superfícies. “Os cuidados com higienização devem ser redobrados. Vale ressaltar que as pessoas com deficiência visual dependem muito da conscientização dos outros”, afirmou a professora.


Fonte: Mackenzie

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