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Estudantes criam jogos esportivos inclusivos reunindo escolas do RJ

Protagonismo juvenil, valorização da diversidade e trabalho colaborativo marcam proposta de jogos interescolares acessíveis idealizada por e para estudantes



Foto: Ana Carolina Kapler Ferreira Roberto. Fonte: arquivo pessoal


O CIEP 137 Cecília Meireles, localizado na cidade de Petrópolis (RJ), é um colégio que atende estudantes do ensino médio. A comunidade escolar é bastante heterogênea, proveniente de núcleos familiares de níveis sociais e econômicos diversos. Contudo, uma parte considerável dos estudantes advém de uma realidade de vulnerabilidade social, o que exige um olhar cuidadoso de toda a equipe da unidade.


Embora o colégio não conte com Atendimento Educacional Especializado Site externo (AEE), há recursos de acessibilidade em toda a unidade, o que possibilita o pleno acesso dos estudantes com deficiência a todas as atividades educacionais. Além disso, muitos dos professores contam com cursos de especialização em educação inclusiva.


Em 2019, durante uma aula de educação física, a turma de 2º ano vivenciou atividades esportivas adaptadas e conheceu tipos diferentes de deficiência. Impactados com a experiência, os estudantes da turma proporcionaram um debate em sala de aula sobre exclusão. Os alunos, que são atletas representantes da escola nos jogos escolares do município, começaram a refletir sobre o processo de exclusão e se incomodaram com aquela realidade: muitos jovens com deficiência amantes do esporte e da atividade física ficam de fora de eventos esportivos e das aulas.


Com o propósito de eliminar barreiras e possibilitar acesso à educação física a todos, a turma sugeriu uma atividade inclusiva com outras unidades educacionais. Veio então a proposta dos Jogos Estaduais Inclusivos. A ideia era proporcionar uma experiência de jogos escolares inclusiva, de forma a possibilitar a participação de todos os estudantes, com e sem deficiência. Para isso, a partir de um intenso diálogo, pensamos em formas de tornar o projeto real.


Por semanas, os estudantes buscaram alternativas e soluções para proporcionar um evento acessível a todas e todos. Aproximadamente 200 jovens de sete colégios participaram ativamente das atividades, sendo cerca de 15 estudantes com deficiência. Ao final, todos foram premiados com medalhas produzidas pela turma.


Fonte: Diversa